aporia

andando em círculos
apanhando a brisa do tempo
como tempestade
seguindo rasuras e rastros vazios
ruminando vozes e ruídos: mapas
narina enfurnada no
singelo vapor dos que passam
escalando certa seta que
aponta pra dentro reta
idílico horizonte perdidos em

miúdos canais de excreção
esperam na fila a ordem do dia
assentando a poeira da história
com delicados gestos aprendidos
orando famintos por novas crias
cumulando penhoras e rugas desertas
alimentando a incompreensível fome
até que a morte os ampare

andando em eternos círculos
eles que tanto amam
metas e rodas delirantes
deslizam assépticos
pela lama fértil da vida
desprezando novelos
enaltecendo saídas
bradando: fora poesia!

Advertisements

~ por Anderson Melo em 10/10/2008.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: