#déjà vu

•19/08/2014 • Deixe um Comentário
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aporia

•10/10/2008 • Deixe um Comentário

andando em círculos
apanhando a brisa do tempo
como tempestade
seguindo rasuras e rastros vazios
ruminando vozes e ruídos: mapas
narina enfurnada no
singelo vapor dos que passam
escalando certa seta que
aponta pra dentro reta
idílico horizonte perdidos em

miúdos canais de excreção
esperam na fila a ordem do dia
assentando a poeira da história
com delicados gestos aprendidos
orando famintos por novas crias
cumulando penhoras e rugas desertas
alimentando a incompreensível fome
até que a morte os ampare

andando em eternos círculos
eles que tanto amam
metas e rodas delirantes
deslizam assépticos
pela lama fértil da vida
desprezando novelos
enaltecendo saídas
bradando: fora poesia!

aqui jaz um poema

•19/09/2008 • Deixe um Comentário

O almoço

* 19/09/08

+23/10/08

aqui jaz um poema

•20/07/2008 • Deixe um Comentário

Sarajevo

* 20/07/08

+ 23/10/08

coisa de menino

•13/07/2008 • Deixe um Comentário

posso brincar com o seu?

abapuru

•10/07/2008 • Deixe um Comentário

ela disse que meu pé era muito grande

eu disse que nunca havia pisado em ninguém

ela disse que minha cabeça era muito pequena

eu disse que era só um efeito da perspectiva

ela disse que minha posição a incomodava muito

eu disse que me alimentava bem do ócio

e preferia a utopia dos projetos

à certeza das estabilidades

ela disse que desse jeito não dava

e partiu

e foi assim 

que amarelo e bobo

senti na pele o modernismo pragmático

dos que acham a arte inútil

cidade dos signos

•08/07/2008 • Deixe um Comentário

entrequadras e linhas paralelas

as vias ocasionalmente desenham flores

na paisagem os caminhos do desejo

se renderam a estreitas calçadas

os sítios aparentemente iguais

são simples significantes à espera

enganam ingênuos passantes perdidos

num trânsito de extensos horizontes

sempre horizontais e azuis

à noite as luzes traçam os contornos

de uma imensa pista de pouso

e la nave va

desgovernada